Poucos sabem que são precisos 25 anos em média para que um tronco de sobreiro (árvore que dá a cortiça) comece a produzir cortiça para a elaboração de rolhas. Cada tronco do sobreiro tem que atingir em média um perímetro de 70 cm a 1,5 metro do chão. A partir de então, a sua exploração durará mais de 130 anos.
O primeiro descortiçamento, a chamada desbóia, obtem-se uma cortiça de estrutura muito irregular e com uma dureza que se torna complicada de trabalhar. Sendo chamada de “cortiça virgem” que será utilizada em outras produções e não destinadas a produção de rolhas.
Depois de nove anos, no segundo descortiçamento, consegue-se um material com uma estrutura mais regular, menos rígida, mas ainda impróprio para o fabricação de rolhas de qualidade. Mesmo para rolhas de segunda linha.
É só no terceiro descortiçamento e nos seguintes, que se consegue uma cortiça com as propriedades adequadas para a produção de rolhas de qualidade, uma vez que já apresenta uma estrutura regular, macia e de textura lisa. É a chamada “cortiça de reprodução”. A partir desta altura, o sobreiro fornecerá, de nove em nove anos, cortiça com boa qualidade por mais de 130 ou 150 anos.
O descortiçamento do sobreiro é um processo lento, cuidadoso, devendo ser feito apenas por pessoas especializadas, os chamados descortiçadores. Caso contrário, o sobreiro poderia sofrer danos a sua estrutura e prejudicar futuras extrações de cortiça.
O maior produtor de cortiça no mundo é Portugal, seguido da Espanha.
Saúde
Marcelo Andrade

