As castas que compõem o Vinho do Porto

Quinta do Noval

O Porto assim como outros vinhos, inicia o seu ciclo de vida quase que do mesmo jeito dos demais.

O vinho elaborado a partir de uma ampla variedade de castas tradicionais da região, a maioria nativas do Douro. São castas perfeitamente adequadas às condições climáticas do Douro e que ao longo dos anos mostram todo o seu potencial produtivo. As castas tintas mais conhecidas são a Touriga Franca, a Touriga Nacional, a Tinta Roriz, a Tinta Barroca, a Tinta Amarela e a Tinto Cão, mas no total existem mais de 20 variedades que poderiam contribuir com a composição do Vinho do Porto. Mas por enquanto, vamos ficar com as principais.

Touriga Nacional
A casta Touriga Nacional, é frequentemente considerada a melhor das variedades Portuguesas, devido à intensidade da sua cor, aroma, complexidade e potencial de envelhecimento.

Bibliografia datada do Sec. XVII refere a importância da casta, no Douro e Dão. Historicamente os melhores vinhos do Porto incluíam a Touriga Nacional, nomeadamente em tawnies velhos e vintages.

Touriga Francesa
Apesar de ser exclusiva e a mais expandida da Região do Douro, não se lhe conhecem rigorosamente as origens. Aparece oficialmente descrita em 1940, apesar de Gyrão (1822) e Villa Maior (1866) falarem de Tinta Francesa, embora sem confirmação de se tratar da mesma variedade.

Tinta Roriz
É uma casta muito antiga, havendo referências do seu cultivo no Douro e Alentejo, desde o início do Século XIX.

Encontra-se representada na maior parte das Regiões Vitícolas da Península Ibérica, onde assume papel como base na qualidade e tipicidade dos vinhos. Na Região Demarcada do Douro é de momento a segunda casta mais cultivada, logo a seguir à Touriga Francesa.

No Alentejo, onde toma o nome de Aragonêz, é uma casta imprescindível em todos os encepamentos tintos. Na Espanha, com a designação de Tempranillo, é a casta predominante em Rioja (70%) sendo ainda das mais representativas na Catalunha (Ojo de Liebre), Ribeira del Duero (Tinto fino), Toro (Tinto de Toro, mancha e Valdepeñas (Cencibel).

Tinta Barroca
É uma casta cultivada exclusivamente no Douro, com referências do início do Sec. XIX, para produção de vinhos do Porto e Douro. Também na África do Sul tem algum significado, igualmente para produção quer de vinhos de mesa, quer para vinhos fortificados.

Tinta Amarela
É uma casta de bago pequeno/médio e uniforme, de forma arredondada e de cor preta-azulada. É uma variedade que necessita de muito calor para se desenvolver corretamente. Os vinhos produzidos por esta casta adquirem um sabor forte e um aroma a frutos e vegetais.  Com a idade adquirem aromas e sabores de compotas e especiarias, como a canela e o cravinho. Não é uma casta recomendada para zonas úmidas e solos férteis.

Tinto Cão
Casta cultivada na Região do Douro desde longa data, é já citada em 1790 por Lacerda Lobo, referindo-a em Sabrosa e Alijó e por Rebbelo da Fonseca em 1791.

Apesar de outrora ter tido alguma expressão em alguns locais da região do Douro, foi posteriormente esquecida, seguramente pela sua baixa produtividade, vindo a ser retomada a partir da década de 80, ao ser reconhecido o seu elevado potencial qualitativo. Mesmo assim, tem fraca representatividade na região.

Até a próxima!

 

Saúde!

Marcelo Andrade

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